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Skate X Contracultura

Pois bem, essa foto da equipe Alva de 1988, mostra bem o que era o skate antigamente, muito diferente do que vemos hoje, o skate era totalmente “contra” qualquer tipo de estereótipo social.

O termo “contracultura” era quase que lei para os skatistas de 30 anos atrás ou mais, ninguém queria usar a roupa que todo mundo usava, ou o mesmo corte de cabelo, muito menos seguir qualquer que fosse a tendência da massa.

Fazíamos o nosso próprio estilo, pintar o cabelo de roxo antigamente, ou ter o braço “fechado” de tattoo, era ainda algo agressivo, assim como o visual dos punks.

Eu particularmente vim do movimento PUNK, e na minha máxima ignorância na época, achava que skate “era coisa de boy”, até começar a entender o significado das coisas, a proposta do skate, a ver que os Kennedys e o Black Flag, assim como os Grinders, estavam batendo de frente com o padrão da sociedade.

Só fui me familiarizar com skate, quando ouve a fusão do skate com o PUNK, surgindo o Skatepunk, e pude perceber que tinham tudo a ver, skate nem se cogitava se chamar de “esporte”, muito menos sonhar um dia que faria parte das Olímpiadas.

Skatista era aquele cara arruaceiro, que a mãe brigava que andava sujo, que só queria andar de skate e mais nada, que cada hora inventava uma “moda”, cabelo pintado, dois relógios no mesmo braço, tênis cheio de Silvertape, tudo para ser “diferente” de todos.

Quando eu fui migrando do Punk para o skate, fui aumentando a veia cultural, ouvindo mais música, indo à shows, lendo livros, encartes dos Discos de vinil, revistas “Chiclete com Banana” e por aí vai, aos poucos fui agregando conhecimento de arte de rua ao meu dia a dia, em 85/86 era mais foda ainda fazer graffiti nas ruas, ou mesmo os Stencils que eu fazia com imagens de skate e bandas Punk.

Me lembro de andar na rua e ver um cara com o tênis ralado, logo pensava: “Esse cara anda de skate!”, com uma roupa nada a ver, ouvindo seu walkman, nem ai para o que estava rolando a sua volta, apenas vivendo no seu mundo skate.

Pois é amigos, o tempo mudou, skate evoluiu muito e com essa evolução, foi-se perdendo todo esse aprendizado que formou a nossa personalidade, skatistas de hoje andam na “moda”, parecem ser todos iguais, usar a mesma roupa e dar as mesmas manobras, todos com o mesmo estilo.

Somos melhores que eles? NÃO!

Mas o skate tinha atitude. E ainda tem os que permaneceram vivos ao tempo e ainda andam de skate desde os anos 70/80.

Acabou a “essência”? Não sei, talvez, mas uma coisa é certa, o skatista de atitude se foi.

Me lembro de ir andar de skate de madrugada na pista velha de São Bernardo do Campo, ABC paulista, tínhamos que ir em uma galera, pois volta e meia aparecia uns Carecas querendo tretar e a gente com os skates na mão tínhamos que garantir o rolê!

Mas é isso, o Skate das Antigas além de valorizar toda essa geração, continua por tentar manter acesa o mais puro SKATE FOR FUN, e a  atitude que se perdeu com o tempo.

Skate or Die!

 

 

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